Correndo Atrás do Próprio Rabo.
Gilson Macedo Dias Primeiro você comprava no armazém de secos e molhados ou na taberna e o dono do estabelecimento já tinha o caderno, cada folha com o nome do " pindurante". Relação de absoluta confiança entre as partes. Não tinha serviço de proteção ao crédito, muito menos protesto em cartório. Advogado pra essa causa , nem pensar. Se no dia do pagamento não viesse saldar a caderneta passava o mês só à água, não tinha nem o pão. Foi quando apareceu o sr. Cheque. Quem tinha um talão gozava de ilibada reputação. Tinha taberna que não aceitava di nheiro, só cheque. O status do cheque estava no tôpo da pirâmide. E quem tinha o especial? Comprava tudo. Pagava conta no buteco, local onde se reuniam grandes homens de negócio, portadores de cheque. O cheque chegou ao seu apogeu quando inventaram a figura do "pré-datado". Servia como garantia para grandes negócios como compra de casa e imóveis, substituia a desgastada Nota Promissória. Mas a popularização do cheque...