O Homem e o Boto
O Homem e o Boto Ontem à noite eu dormi profundamente numa pequena praia do Rio Guaporé, lá para as bandas do Norte de Rondônia. Era noite de Lua Cheia... Nesta noite eu sonhei que era um Boto... O sonho foi tão real, mas tão real, que eu me senti um cetáceo nadando por entre as raízes submersas das árvores e bailando nas águas cristalinas em meio às canaranas, aguapés e troncos caídos que abundam as margens no Rio Guaporé... Eu me senti tão à vontade sendo um “Inia” que a minha visão extremamente míope não me fez falta nas águas límpidas do rio Guaporé ou nas águas barrentas do Rio Mamoré banhadas pela brilho prateado de Jaci, a Lua.... Eu, REALMENTE, sou um Boto... O meu sonar ultra desenvolvido e perfeitamente ajustado às minhas necessidades mais básicas permitiu-me nadar livremente por entre as folhas, ramas, galhos caídos e calhaus das florestas, várzeas e campos inundados da Bacia do Guaporé... Eu me sinto um Boto! Os rios são os meus domínios... Os lagos, meus ...