A Galinhada Conto Dedalinda se aposentou e comprou uma pequena chácara, nas proximidades da cidade. Sua vida de funcionária pública não conseguiu exterminar seus traços rústicos de mulher da roça, “beiradeira”, como ela mesma se definia. Mas, se por um lado isso era uma realidade, sim, por outro, os anos de urbanidade tinham lapidado muitos aspectos dessa vida beradeira. Coisa simples para uma pessoa da roça, como abater um frango, tinha ficado no passado, bem no passado. Ela sequer pensava nessas coisas.. Na sua chácara o verbo “abater” era sinônimo de “matar”. “...e matar é crime, maninho!”, se defendia. Paradoxalmente, Dedalinda, apesar de todas essas premissas, tão cedo quanto pode, iniciou a criação de galinhas, patos, e outras aves de pequeno porte. Ela não estava só nessa jornada. Narí. seu marido estava junto. Era “pau para toda e qualquer obra”. O casal estava coeso e sintonizado em todos os assuntos, sobremaneir...
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