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A Galinhada Conto       Dedalinda se aposentou e comprou uma pequena chácara, nas proximidades da cidade. Sua vida de funcionária pública não conseguiu exterminar seus traços rústicos de mulher da roça, “beiradeira”, como ela mesma se definia. Mas, se por um lado isso era uma realidade, sim, por outro, os anos de urbanidade tinham lapidado muitos aspectos dessa vida beradeira. Coisa simples para uma pessoa da roça, como abater um frango, tinha ficado no passado, bem no passado. Ela sequer pensava nessas coisas.. Na sua chácara o verbo “abater” era sinônimo de “matar”. “...e matar é crime, maninho!”, se defendia.      Paradoxalmente, Dedalinda, apesar de todas essas premissas, tão cedo quanto pode, iniciou a criação de galinhas, patos, e outras aves de pequeno porte. Ela não estava só nessa jornada. Narí. seu marido estava junto. Era “pau para toda e qualquer obra”. O casal estava coeso e sintonizado em todos os assuntos, sobremaneir...

Um Gaúcho entre Categas e Mundiças

Um Gaúcho entre Categas e Mundiças Esta é uma estória, mas bem que poderia ser uma história entre tantas que ocorreram na década de 1960, em uma aldeia denominada Porto Velho, capital do então Território Federal de Rondônia. Espera aí…!!! Aldeia? Afinal de contas, Porto Velho nos anos sessenta era habitada por silvícolas ou por “ civilizados ”? Calma, eu explico! É que a cidade, até a década de sessenta, antes da conclusão da Rodovia BR-364, e também antes da onda migratória para o antigo Território Federal de Rondônia na década de setenta, incentivada pelo lema: “ Amazônia, Integrar para não Entregar ”, promovida pelo então Governo Militar; embora Capital do Território, era tão pequena, que todos, de uma forma ou de outra, se conheciam. Daí, que os munícipes, fazendo troça, diziam que moravam em uma aldeia. Um pouco esquisisto, não é? - alguém comentaria, complementando depois - Mas bem pitoresco, não? Então ‘tá! Diante disso, vale a pena fazer um parêntese antes de continuar a histór...